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Governo oficializa saída de secretário de Inspeção do Trabalho do MTE Luiz Felipe Brandão de Mello

A saída ocorre em meio a tensões internas no MTE, após atualizações da Lista Suja do trabalho escravo e decisões controversas envolvendo a inclusão e retirada de empresas do cadastro.

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Por Nicolas Suppelsa I Site Proteção+
Foto: José Cruz I Agência Senado

 O governo federal oficializou a dispensa de Luiz Felipe Brandão de Mello do cargo de secretário de Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). A medida foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (13), com efeitos administrativos imediatos.

Quem assume o cargo de forma substitutiva é o auditor-fiscal Luiz Henrique Ramos Lopes, segundo informações apuradas pela Proteção.

Tensão entre Inspeção do Trabalho e Ministro Luiz Marinho

 

A dispensa de Brandão acontece após mais de 160 inclusões na Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada na semana passada. A Lista Suja é um cadastro de empregadores responsabilizados por exploração de mão de obra escrava, após apuração da área técnica da Inspeção do Trabalho, onde Brandão era secretário.

Segundo fontes do próprio governo relataram à Proteção, o cenário de tensão entre a Fiscalização do Trabalho e o Ministro Luiz Marinho, pode ter influenciado na decisão de dispensa do agora ex-secretário.

Marinho avocou para si a decisão de retirar ou adiar a entrada de empregadores na Lista diversas vezes, desde o ano passado, como nos casos da JBS, Santa Colomba e LCM. Construção.

Retirada da BYD da Lista Suja

 

Incluída na última atualização, a montadora de automóveis BYD foi retirada dias após a sua inclusão na Lista Suja. Desta vez, a decisão não foi do ministro do Trabalho, e sim por meio de liminar da Justiça que entendeu que não ficou comprovada a existência de vínculo direto entre a BYD e os trabalhadores. A decisão determinou a retirada imediata do nome da BYD da Lista Suja, de forma temporária.

Conforme apuração do portal g1, 220 trabalhadores, a maioria deles chineses, foram resgatados em condições inadequadas em construção de fábrica da empresa na Região Metropolitana de Salvador/BA, em dezembro de 2024.

Em sua defesa, a BYD afirmou na Justiça que os trabalhadores foram contratados por empresas terceirizadas responsáveis pela obra e que não atuava como empregadora direta.

Entidades como o MPT (Ministério Público do Trabalho) e Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho) têm se manifestado contrárias às retiradas de empregadores da Lista Suja alertando para possível interferência política.

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