Participação na A+A 2025 reforça potencial da indústria nacional e aproxima Brasil das tendências

ANIMASEG fortaleceu relações com entidades internacionais e inseriu o Brasil nas discussões técnicas e regulatórias que definem o futuro da proteção ao trabalho.

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Por Andrea Fagundes
Foto: Acervo ANIMASEG

Mais do que participar da maior feira mundial de segurança e saúde no trabalho, a presença da ANIMASEG na A+A 2025, de 4 a 7 de novembro em Düsseldorf, Alemanha, marcou um movimento estratégico de aproximação do Brasil com os grandes players de inovação e regulação do setor.

Por meio do projeto Brazilian Safety, a entidade conduziu a comitiva nacional,  formada por 17 empresas brasileiras, entre expositoras e visitantes, com o propósito de ampliar conexões, promover a indústria nacional de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Coletiva (EPC) e posicionar o país entre os protagonistas globais em equipamentos de proteção do trabalho.

Entre as expositoras oficiais, participaram: Agmov, BSB, Conforto, Estival, JGB e Soft Works.
Complementando a delegação brasileira, estiveram presentes como empresas visitantes: Amalfis, Bompel, Brasmo, Carbografite, Commanders, KSN, Safetline, Tecmater, Brascamp, Marluvas e Super Safety.

A presença na A+A reforça nosso compromisso em fomentar uma imagem de qualidade e conformidade técnica, promover networking qualificado e estimular novas oportunidades comerciais para a indústria nacional”, destaca o diretor Executivo da ANIMASEG, Raul Casanova Junior.

Aprendizado e integração

 

Acompanhando de perto as empresas brasileiras apoiadas pelo projeto, Raul avalia que a convivência entre as marcas nacionais durante os quatro dias de feira foi um dos pontos altos da participação.

Independentemente de estarem expondo ou visitando, o convívio entre as empresas brasileiras no estande da ANIMASEG é um dos grandes diferenciais. É um momento de troca de experiências e aprendizados no maior evento de SST mundial”, afirma.

Para o diretor, a presença institucional da entidade é essencial para fortalecer o setor e conscientizar sobre os desafios técnicos e regulatórios que ainda precisam ser superados para o desenvolvimento pleno da indústria nacional.

Tendências globais

 

Ao visitar os 17 pavilhões da feira, Raul destacou o alto nível de inovação apresentado por empresas de todo o mundo.

O que mais chama atenção é a diversidade de tecnologias. Um exemplo são os exoesqueletos, desenvolvidos para auxiliar o trabalho físico e apoiar pessoas com limitações motoras”, comenta.

A observação das tendências internacionais e das novas soluções tecnológicas é, segundo ele, uma forma de preparar o parque produtivo brasileiro para os desafios do futuro e fortalecer a competitividade global do país.

Visibilidade internacional e novas conexões

 

As empresas brasileiras, afirma Raul, têm grande potencial para fornecer produtos de qualidade a diferentes mercados globais, e a A+A é um espaço privilegiado para essa projeção.

Apesar de o evento ser realizado na Alemanha, compradores do mundo inteiro estão presentes. É uma vitrine global”, ressalta.

Durante o evento, a ANIMASEG, representando o Brasil, participou de uma reunião promovida pela European Safety Federation (ESF), com as presenças da International Safety Equipment Association (ISEA) dos EUA, e de entidades patronais de outros países.

Da dir. para esq.: Raul Casanova e João Altair dos Santos, da ANIMASEG. Ao meio, Nicole Randall, da ISEA. Crédito: Acervo Brazilian Safety

Essas conversas são importantes porque tratam de temas que afetam todos os fabricantes de EPIs e EPCs, como a competição com produtos de baixo custo e as políticas de certificação. Propusemos que o próximo encontro entre as entidades aconteça na FISP/FISST 2026, além de mantermos a presença no PPE Seminar, também em 2026”, detalha.

Alinhamento ao projeto Brazilian Safety

 

A participação na A+A 2025 foi viabilizada pelo Brazilian Safety, projeto setorial da ANIMASEG em parceria com a ApexBrasil, que tem como objetivo promover a internacionalização da indústria de equipamentos de proteção.

“Essa experiência só pôde ser realizada graças ao apoio do projeto. É um exemplo concreto de como o Brazilian Safety cumpre seu papel de ampliar fronteiras e consolidar o Brasil como referência em qualidade e segurança”, pontua Raul.

Para ele, participar de feiras internacionais é um passo essencial para a evolução das empresas brasileiras.

É uma experiência que deve se tornar um hábito. Participar permite que as empresas se preparem melhor para os desafios de seus próprios mercados e estejam prontas para reagir e vencer”, conclui.

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