ESG

MSA do Brasil, JGB e Conforto colocam o ESG no centro das estratégias empresariais e investem no Selo ANIMASEG de Sustentabilidade

A adesão inaugura a fase de validação do Selo, passo que deve acelerar a adoção de práticas ESG na indústria de proteção ao trabalho

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Por Andrea Fagundes
Foto: Getty Images

A adesão das empresas MSA do Brasil (proteção respiratória e detecção de gases), JGB (equipamentos para combate a incêndio e proteção química) e Conforto (calçados de segurança) ao programa que antecede o Selo ANIMASEG de Sustentabilidade chega em um momento emblemático, tanto para a indústria de proteção ao trabalho quanto para o ambiente corporativo brasileiro como um todo. O ESG (sigla para “Environmental, Social and Governance”, ou Ambiental, Social e Governança) deixou de ser discurso voluntário para se tornar critério técnico de negócio, influenciando crédito, reputação, governança e competitividade internacional.

Pesquisas recentes reforçam esse cenário. Estudo da BDO Brasil aponta que 61% das empresas reconhecem a importância do ESG, mas apenas 39% possuem área estruturada, indicando uma lacuna de maturidade. O Ipsos Reputação 360° 2025, baseado em 6.000 entrevistas, revela que a percepção pública de uma marca está cada vez mais condicionada ao desempenho ambiental, social e de governança.

No mercado financeiro, o movimento é ainda mais evidente. A EY (Ernst & Young) mostra que 88% dos investidores ampliaram o uso de informações ESG para avaliar riscos e oportunidades. Já o Panorama Sustentabilidade Corporativa 2025, em parceria com a Amcham-Brasil, indica que 76% das empresas já adotam práticas ESG, e 72% colocaram a sustentabilidade no centro da estratégia.

Diante desse contexto, a indústria de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Coletiva (EPC) começa a buscar padrões estruturados e verificáveis, e encontra na ANIMASEG uma resposta inédita.

Um selo criado para a realidade e para as exigências do setor

 

O Selo ANIMASEG de Sustentabilidade é o primeiro do mundo desenvolvido exclusivamente para fabricantes de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva. A certificação nasce para atender às novas demandas técnicas, regulatórias e de rastreabilidade que impactam cadeias industriais no Brasil e no exterior.

A metodologia reúne 84 indicadores que abrangem gestão ambiental, processos produtivos, direitos sociais, governança, compliance e transparência. O processo combina análise documental em plataforma digital segura com auditorias presenciais independentes. Ao final, as empresas recebem classificação Bronze, Prata, Ouro ou Diamante.

Segundo o diretor executivo da ANIMASEG, Raul Casanova Junior, o projeto posiciona o setor em um novo patamar:

O selo é uma ferramenta estratégica que coloca as empresas na vanguarda da sustentabilidade, com um diferencial reconhecido no Brasil e no exterior. Ele une responsabilidade socioambiental e resultado comercial, ajudando a conquistar novos mercados e a se destacar da concorrência.”

Por que o ESG se tornou protagonista

 

O avanço do ESG como critério de decisão não é abstrato: ele decorre de fatores mensuráveis e diretamente ligados ao desempenho empresarial:

  • Redução de riscos operacionais, regulatórios e reputacionais;
  • Economia e eficiência, com processos mais limpos e melhor gestão de recursos;
  • Acesso a crédito e investidores, que priorizam métricas claras;
  • Atração e retenção de talentos, que buscam empresas alinhadas a valores;
  • Exigência crescente de transparência nas cadeias globais de suprimentos.

Relatórios internacionais, como o ESG Council Report 2025, reforçam que competitividade e sustentabilidade passam a caminhar juntas, e que empresas precisarão comprovar, e não apenas declarar, seus compromissos.

Adesões que consolidam a fase de validação Selo

 

A entrada de MSA do Brasil, JGB e Conforto inaugura a etapa de testes e calibração da metodologia, considerada estratégica pela ANIMASEG. Trata-se do passo necessário para ajustar indicadores, validar auditorias e concluir a estruturação da certificação, sendo uma iniciativa pioneira que deve redefinir padrões de sustentabilidade na cadeia de equipamentos de proteção ao trabalho.

Para Casanova, o movimento reflete uma virada do setor:

O avanço dessas primeiras empresas demonstra a maturidade crescente da indústria e antecipa uma tendência: a sustentabilidade será, em breve, condição básica para competir, não apenas diferencial de marca.”

 

 

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